Dia 11 de abril deste ano, havia sido convidada para os festejos do centenário do nascimento de Chico Xavier.
A princípio o evento se daria no Ibirapuera, mas à última hora foi cancelado naquele local.
Próximo à data, fui informada por uma amiga que estavam montando, no local do Monumento da Independência, no bairro onde moro, palco, colunas, tudo com indicação de que ali se dariam finalmente os festejos.
Como precisasse entregar um material a um amigo, que faria a cobertura da filmagem das festividades, fui ao local e lá me colocaram entre os convidados, com direito a cadeira e tudo o mais.
Preocupava-me que o céu estava encoberto, e se chovesse prejudicaria o evento.
Com uma hora de atrso, as 10 horas da manhã, começou a festa, com apresentação maravilhosa da Orqustra e Coral Carlos Gomes, dirigida pelo maestro Silvio Tancredi, a quem conheci durante o tempo (mais de 20 anos) em que participava das sessões litero musicais da Casa do Caminho, em São Paulo e que me deu generosamente as partituras das músicas mediúnicas, que recebemos, das quais 46 colocamos em dois CDs, a saber, Microcólus e F,la,si,mi amas, e também o maetro Maurício Osório Gonçalsves.
Os representntes das diversas entidades promotras do evento foram falando, cada um sobre um aspecto deste homem que foi a luz do milêniio passado.Eduardo Miyashiro falou da programação do médium, Elizabeth Nicodemos sobre Kardec, Ercilia Zilli sobre traumas e problemas psicológicos, Julia Nezu, Rubens Geminasi, Ronaldo Zugatelli, Silvia Puglia, com o mestre de cerimônias da FEESP, Sr. Moreira,e Allan Wilches, o tenor, com sua linda voz.
As entidades promotoras do evento, Aliança Espirita Evangélica, Abrape, Ame, Feesp, Feal, Use, o coral e a orquestra, tudo em perfeita harmonia, numa festa mais do que merecida, que só senti não ter sido organizada ao apóstolo de Pedro Leopoldo em vida.
No Plano Espiritual, a festa não era menor. A presença de Chico, Humberto de Campos, Bezerra de Menezes, Emmanuel, jovens com túnicas claras e ramos de lirios nas mãos, crianças, espíritos venerandos.
Chico me falou:
D.Marilusa, antes eu não podia andar quase e vinham a mim, hoje posso ir a muitos lugares,e, se Deus o permitir, estarei em todos os locais onde me recordam com tanto carinho.
Apresentava-se com o terno branco que gostava de usar e deixar-se fotografar nos aniversários.
É, Chico, mas só poderá ver pedacinhos dos eventos.
Não.Veja.Estão aqui filmando e nós temos, deste lado, maior tecnotlogia. Poderei assistir cada evento e, imagine a senhora, até ler os pensamentos das pessoas.
E riu naquele seu jeito singelo.
Neste momento, a orquestra tocava O Guarani e fiquei admirda por perceber que Carlos Gomes, Castro Alves e outros espíritos da Historia do Brasil se faziam presentes.
Tomás, meu orientador, me informou que o evento não poderia se dar no Ibirapuera e, por isto, não dera certo naquele local, de vez que uma alma brasileira como o Chico deveria ser homenageada no local onde se iniciara a nação do Brasil.
Nisto vi D.Pedro I, D.Leopoldina, a Marquesa de Santos, e outros espiritos importantes, no desenrolar de nossa nação, o comandante Armond, sorrindo por perceber que eu o via, e a impertriz brasileira veio cumprimentar-me, agradecendo pelo livro que lançáramos, coisa que eu até me esquecera.(*)
Aproveitando o ensejo, perguntei ao Chico sobre a senha, e ele rindo muito respondeu:
Ninguém vai acertar.
Disse que pelo fato de não ter exercido a sexualidade na última encarnação, nada o impedira de amar muito.
Comentei ainda com Tomás:
Eu não vinha a este evento.Estou com muitas coisas a fazer.
Queríamos que viesse.-foi a rsposta.
Allan com sua linda voz de tenor se apresentava.
Como o evento não fora divulgado pela falta de tempo, na mudança de local, não havia a multidão que era de se esperar.
A voz do cantor atingia-nos com sua beleza e se integrava ao local encantador, que repetia os jardins do palácio de Versailles.
Lembrei-me do Chico, quando queria mais gente por perto e dizia:
Gosto de muita gente em volta de mim, muita gente.
Nisto, dos portões de acesso, uma multidão caminhava, atraída pela voz do tenor, enquanto o coral com ele cantava, mais o coral da Espiritualidade, e jovens jogando pétalas de flores sobre a multidão.
Eram jovens de patins, squates, turistas, namorados, famílias, a se dirigirem para o evento, atraídos pela curiosidade e pela linda voz do tenor.
Era a apoteose, e, novamente, o desejo de Chico se materialiando na festa.
PARABENS, CHICO! VOCE PERMANECE CONOSCO!
(*)O livro nº160 de nossa lavra mediúnica, intitulado NEFERRTITI NO BRASIL.