Marilusa

Espaço para divulgar minha agenda de eventos, colocar meus textos e pensamentos. Sejam todos bem-vindos!

16.10.11

NAS RUAS, NA CRUZ, NA PRAÇA

12- No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão que viera à festa,E Jesus vinha à Jerusalém,13- Tomaram ramos de palmeiras e saíram-lhe ao encontro e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel,que vem em nome do Senhor”(João 12:12,13.)”

Eis aí em palavras o trecho de João que identifica a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Profecia escrita muito antes demarcava o evento, proclamando a epopeia que antecipava o sacrifício.

Isto nos leva a digressões milenares. A multidão que, obedecendo ao mecanismo do superego das nacionalidades, atende aos comandos do seu atavismo histórico e, ao mesmo tempo, no instante seguinte, obedece aos instintos do ID em sua sanha primitiva e irracional.

Meditávamos há um ano no Horto das Oliveiras e na Igreja das Nações, descendo a escura gruta natural de Maria, vendo as oliveiras milenares do testemunho, caminhando pelas ruas da flagelação, para a crucificação, neste palco milenar de tantas tragédias.

Revíamos a passagem evangélica, na avaliação contraditória da multidão em festa, e após em loucura, passáramos dias antes pela fortaleza do Acre,majestosa construção com seus tuneis secretos, que víramos antes espiritualmente, na recepção do livro As Cruzadas, e comparávamos os milênios, a cidade antiga e nova, e seus templos religiosos e construções, com os conflitos terríveis do momento atual.

1% da população, quiçá menos, dominando economicamente 99% do restante.

Compêndios de história, estudos de filosofia, psicologia, em ebulição na mente buscava a temperatura certa no cadinho das experiências, para separar o ouro puro na depuração necessária.

E a filosofia espírita e a arte depurada me sussurram estratégias, em lições abrangentes: “Permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas a maior delas é a caridade”[...] “A Liberdade e a Igualdade se instalarão se a Fraternidade vier primeiro.” [...] “Qualquer tipo de governo será bom, se os homens forem bons.”

Um ano exato após minha visita, vejo o filósofo esloveno Slavoj Zizek, em cima de um caixote, sem a parafernália da tecnologia, usando a palavra no Ocupy Wall Street.

Cada frase dita era repetida, reproduzida pelos manifestantes, para chegar a todos.

“Carnavais custam muito pouco. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente. Somos o início, não o fim”… Chama a atenção para o vazio dos termos atuais, “Guerra ao terror”, “democracia e liberdade”, “direitos humanos” etc, etc. são termos falsos, que mistificam nossa percepção da situação, em vez de permitir que pensemos neles.”

Do mesmo modo queremos pensar, utilizando o conhecimento e o amor, que nos são transmitidos pela Doutrina dos Espíritos, para que nossas palavras não soem vazias de conteúdo e falsas na atuação em nós, dentro de nós, em torno de nós e através de nós.

Mudemos nossos conceitos do vazio das palavras pomposas, que nada exprimem, para o verbo que percebe e manifesta mudanças estruturais.

Marilusa no jardim das oliveiras da época de Jesus, em Jerusalém

Marilusa no jardim das oliveiras da época de Jesus, em Jerusalém

criado por radhu    20:53 — Arquivado em: Sem categoria

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